sexta-feira, 11 de maio de 2007

A MIAN E A NAÏF BRASILEIRA


O MIAN – Museu Internacional da Arte Naïf do Brasil, pertence à Fundação Lucien Finkelstein, entidade sem fins lucrativos, criada em 1985. Instalado em um casarão do século XIX, no bairro carioca do Cosme Velho, a trinta metros da Estação do Tren do Corcovado, possui o maior e mais completo acervo de arte naïf do mundo. São cerca de 6.000 obras de pintores de todos os Estados do Brasil e de mais de 100 países, do século XV aos dias de hoje, registrando a história da arte naïf no mundo.
O Brasil junto com a França, a ex-Iugoslávia, o Haiti e a Itália, é um do “cinco grandes” da arte naïf no mundo. Um número significativo de obras de pintores brasileiro desse estilo faz parte do acervo dos principais museus.
Não há exposição naïf internacional importante sem que os artistas brasileiros sejam convidados a participar.
A pintura naïf brasileira é muito rica e diversificada. A pluralidade de temas relativa à fauna, à flora, ao sincretismo religioso e às várias etnias, definida como sendo aquela praticada por autodidatas dotados se um senso plástico natural e sem pretensões da arte acadêmica.

DESCOBRINDO O BRASIL NAÏF
A exposição DESCOBRINDO O NAÏF apresenta na Galeria Vitrine da Caixa, em Brasília, uma seleção de obras pertencentes ao acervo nacional do MIAN - Museu Internacional da Arte Naïf do Brasil.
A mostra é composta por cinco módulos temáticos, onde são apresentados setenta e sete quadros e tem como objetivo divulgar a identidade brasileira narrada por meio dos pincéis de cinqüenta pintores naïfs brasileiros.
Verdadeiros contadores de histórias pictóricas, os naïfs buscam ressaltar a importância da diversidade cultural e as belezas naturais do seu país. Fazem reviver, em suas populares, a religiosidade, a diversidade e o multiculturalismo de sua terra e gente, e a beleza da fauna e flora brasileiras.
Com muita cor e calor, aspectos diversos do nosso país são abordados, numa visão ingênua, verdadeira e direta, que não aceitam rótulos, fórmulas, ou conceitos pré-estabelecidos, pintam com total liberdade e criam em seus corações doces receitas para fórmulas preciosas.

Ao contemplar as obras dessa exposição com olhos de afeto, o espectador entrará em contato direto com a alma de cada um dos artistas que o realizou.Encontrará as imagens de um Brasil, caloroso, criativo, colorido, repleto de alegria, poesia e de amor tão grande...do tamanho do nosso território, quase um continente e tão jovem ainda, com apenas cinco séculos de história e de vida.

Jacqueline A. Finkelstein
Curadora

Descobrindo o Brasil Naïf
Abertura
10 de maio de 2007, às 19 horas.
Visitação
11 de maio a 03 de junho de 2007
Terça-feira a domingo, das 9 às 21 horas.
Caixa Cultural
Galeria Vitrine-1º andar
SBS-Quadra 4, lotes ¾- Brasília/DF
Telefones (61)3206-9450 3206-9752
caixacultural@caixa.gov.br, www.caixa.gov.br

quarta-feira, 2 de maio de 2007

O Grupo Santa Helena




A Feira de Antigüidades do Shopping CasaPark apresenta nos próximos dias 5 e 6 de maio, a mostra “ O Grupo Santa Helena”. O nome foi atribuído pelo crítico Sérgio Milliet ao grupo de pintores que, a partir de meados da década de 1930, se reunia nos ateliês de Rebolo Gonsales e Mário Zanini. Os ateliês ficavam situados em um edifício da Praça da Sé, na cidade de São Paulo, denominado "Palacete Santa Helena". Esse prédio foi demolido em 1971, devido a construção da estação do Metrô da Sé.

O curador da mostra, Augusto Luitgards explica que o Grupo Santa Helena se originou no proletariado imigrante e que os artistas que o compunham retratavam lugares e tipos humanos intimamente ligados ao contexto em
que viviam. “Juntos, compartilhavam sessões de modelo vivo e costumavam sair aos domingos para pintar paisagens e cenas de bairros paulistanos e cidades próximas do litoral e interior”, explica. “Eles partilhavam, ainda, convicções estéticas não acadêmicas e o interesse pela pesquisa”, completa.

De acordo com Luitgards, o mérito maior do Grupo Santa Helena foi ter
revelado alguns dos mais importantes artistas plásticos brasileiros do século XX, entre eles: Fulvio Pennacchi, Alfredo Rullo Rizzotti, Rebolo Gonsales, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Mário Zanini e Aldo Bonade. “Outra detalhe que podemos destacar é que o Grupo foi, ao lado de outras associações de artistas, um elemento fundamental para a consolidação da arte moderna em São Paulo”, salienta o curador.

O evento pode ser visitado das 10h às 22h, no sábado, e das 12h às 20h, no domingo. De acordo com o curador Augusto Luitgards, esta é uma
oportunidade para conhecer e adquirir obras de verdadeiros expoentes das artes plásticas brasileiras, em um dos períodos mais efervescentes da cultura brasileira.

A Feira de Antiguidades do CasaPark acontece sempre no primeiro final de semana do mês. Relíquias em móveis e objetos que marcaram época são expostos e comercializados no melhor shopping de design da cidade, através de um passeio, ao vivo, pela história da arte, que traz uma nova exposição a cada edição.

imagens AUGUSTO LUITGARDS.

Exposição O Grupo Santa Helena
Feira de Antiguidades no Shopping CasaPark - SGCV, lote 22, Setor de Garagens
Fone: 61 3362-8008
dias 05 e 06 de maio
sábado das 10 às 22 horas; domingo das 12 às 20 horas
Entrada franca

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Vícios Urbanos




O Centro de Cultura do MPDFT e a artista Cláudia Bertolin convidam para a exposição Vícios Urbanos, no Espaço Ágora, mezanino do Edifício-Sede de Brasília. De 17 a 24 de abril de 2007

Saiba um pouco sobre a artista e sua técnica:



CLÁUDIA Bertolin é artista plástica e arte-educadora. Gaúcha, mora em Brasília há doze anos e desenvolve seu trabalho artístico em ateliê instalado na Asa Norte. Sua missão de arte-educadora é exercida na Escola de Meninos e Meninas do Parque, instituição destinada à educação formal de meninos e meninas que vivem em situação de rua. A técnica que utiliza em seu trabalho atual é a FUSING - fusão em vidro e metal, sobre suportes de metal e resina. Trabalha com placas e retalhos de vidro. Garrafas, metais, fios de ouro, cobre, prata,platina e manganês também entram na composição de suas peças.Um forno de média temperatura provoca o resultado final, constituindo sempre uma grande expectativa a cada nova "fornada".

segunda-feira, 2 de abril de 2007

4 movimentos

A dança contemporânea brasileira em foco, no palco do CCBB
O mês de abril traz mais uma vez a dança para o Centro Cultural Banco do Brasil – em um espaço privilegiado de muitos movimentos e criadores, abrindo um leque de novidades e mostrando um painel brasileiro e internacional. A série 4 MOVIMENTOS acontecerá durante as quatro semanas de abril de 2007, entre os dias 7 e 29 - sempre de sexta a domingo.
Grupos nacionais e internacionais ocuparão os palcos dos CCBBs de Brasília e do Rio de Janeiro e também vão explorar cenicamente espaços fora dos palcos. A intenção é atrair o público por meio de um espetáculo em locais alternativos. No caso de Brasília, na área externa do CCBB.


4 MOVIMENTOS RIO-BRASILIA é um painel, com artistas de várias partes do país e do mundo - formando platéias e difundindo a dança contemporânea.
Entre os grupos internacionais desta edição se destacam os franceses Cia Pernette e Caterina Sagna, a Passerelle (Bélgica), o espanhol Damián Muñoz/VirginiaGarcia. Entre os brasileiros, nomes de primeira linha da dança como Renato Vieira, Paula Águas, Grupo Tápias (recém-chegado de temporada européia), Ana Paula Bouzas, Toni Rodrigues, o X-Style de Niterói, artistas do Corpo de Baile do Municipal carioca e grandes bailarinos que trazem novas visões, em novos trabalhos, novos desafios, numa das mais abrangentes mostras do gênero realizada nos últimos anos no Brasil.
A curadoria do evento é da coreógrafa Giselle Tápias, reconhecida nacionalmente, inaugurou o Centro de Documentação e Pesquisa em Dança do Rio de Janeiro, em 1998. Giselle ministra cursos de dança moderna em todo o País e participa de diversos projetos no Brasil e no exterior – entre outros, Tápias assinou a direção artística e a curadoria do “Dança em Trânsito”, nas edições de 2002 a 2005. Desde 1988, promove o Festival Tápias de Artes Integradas, um marco no calendário da dança da cidade do Rio de Janeiro, que reúne artistas, pesquisadores, personalidades e críticos, revelando um painel de artistas em atividade.

ATRAÇÕES E PROGRAMAÇÃO
A estréia do 1º MOVIMENTO BRASÍLIA acontecerá no dia 7 de abril, sábado. Na abertura, Maria Alice Poppe (RJ) - com o sucesso Tempo Líquido – e a companhia francesa Beau Geste – com Transports Exceptionnels, espetáculo impactante no qual o bailarino Philippe Priasso dança com uma escavadeira.


4 MOVIMENTOS
Local: Centro Cultural Banco do Brasil - SCES trecho 02, conjunto 22
Data: de 05 a 29 de abril de 2007, com apresentações de sexta a domingo
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia).
* Serão gratuitas as apresentações dos dias 27, 28 e 29 de abril, na área externa do CCBB.
Informações: (61) 3310-7087
Site oficial:
www.bb.com.br/cultura

terça-feira, 20 de março de 2007

O charme da Mulher


Exposição da Artista Marlene Godoy que inaugura sua mostra de quadros, inspirado em bolsas femininas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Espaço Cultural Embaixada da Tunísia.
QI 11 conjunto 01 casa 23 Lago Sul Brasília-DF. (61) 32787277

Marlene Godoy:


Em sua trajetória, até chegar ao reconhecimento internacional, que hoje adquiriu, essa mineira nascida na cidade de Coimbra, brasiliense de coração, é uma pessoa simples no trato. Revela sua grandiosidade em suas obras...

Ela, a sacerdotisa da arte. É difícil chegar a uma conclusão, a não ser que tudo se resuma em uma só palavra: Arte. Assim é o trabalho dessa artista de mão de fadas, mãos que inspiram, que se juntam na perfeita combinação, capaz de torna vivos os registros mais sensíveis e mais primitivos da humanidade. Bebe das fontes originais dos homens entre a Europa e África, a nutri as raízes africanas, a exemplo do Panteão dos Orixás, onde a cultura negra foi esposta no Salão Negro de Senado Federal, ao lado da transcrição da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, quando do Centenário da abolição da Escravatura. Paralelamente, a Arte-sacra lhe flui de maneira generosa, como a figura do Padre José de Anchieta, que criou lembrando do seu ensinamento, ao dizer: "reconduzir a ética do dever à natureza, as pessoas, Deus, o artificial ao lógico e simples".

Revista Persona Mulher

Março de 2007


Prestigiada com a presença da Primeira-Dama do Distrito Federal senhora Maria Vicentine Arruda. E homenageada com a apresentação do violinista Zoltan Paullini.

Logo após foi servido um coquetel a beira da piscina onde os convidados puderam se divertir assistindo uma apresentação de nado sincronizado com as atletas solo Dezyele Rodrigues e Tairane Cachoeira, coordenado pela professora Fabíola Valadares Goulart.


Uma excelente programação, também contou com uma linda


apresentação de Dança Árabe promovida pelas Professoras Hurana Amall, sharazzade, Luciana Guerra e Irís. E para finalizar a noite ouvimos o conjunto choro livre, com participação de Reco do Bandolin, Presidente do Clube do choro.
Parabéns Tunísia, parabéns Embaixador Zouheir Allagui pela noite maravilhosa.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

EXPOSIÇÃO SOBRE VÉUS



De 8 a 21 de fevereiro de 2007 a exposição da artista plástica Regina Pessoa acontece na Galerira Parangolé do Espaço Cultural 508 Sul. É composta por 30 obras em nanquim sobre papel inspiradas no desenho de Burle Marx.

Segundo a crítica do pintor paulista Sergio Lucena, os desenhos-pinturas banhados de erotismo sugerem elementos da natureza, sobrepostos com delicadas camadas de tons de cinza, verde e marrom. “Véus sobre véus que se impõem de forma feminina e sensual”.



Regina Pessoa, além de artista é também publicitária e já desenvolveu uma série de projetos em Direção de Arte.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

“Estrada Colonial no Planalto Central – uma viagem em baixa velocidade”




O projeto Estrada Colonial do Planalto Central foi registrado no livro “Estrada Colonial no Planalto Central – uma viagem em baixa velocidade”, que foi lançado no dia 20 de dezembro, na Livraria Cultura. Com patrocínio da Brasil Telecom, a publicação traz 80 fotos do renomado Rui Faquini e textos do historiador Victor Leonardi.

Assim como o projeto, o livro resgata a história da mais extensa estrada oficial da história do Brasil, apresentando imagens e informações de um trecho de aproximadamente 750 km, que vai da Cidade de Goiás até o Parque Nacional Grande Sertão Veredas, marcos definidores do Planalto Central.

Com base nos estudos do historiador Paulo Bertran, a ong Instituto Paidéia identificou uma pequena parte da antiga estrada, aberta nos anos 1730, que ligava Salvador ao extremo oeste do Mato Grosso e cruzava o norte do atual território do Distrito Federal. Foi a chamada Estrada Geral do Sertão – que recebeu outros nomes de acordo com a época e a função que adquiriu, entre eles Estrada Real, Estrada dos Currais, Estrada do Sal, Estrada dos Couros, Picada da Bahia.

O trecho escolhido inicialmente compreendia uma extensão de 300 km, de Formosa/GO a Corumbá de Goiás. Seu mapeamento foi baseado em dois documentos do século 18, resgatados por Paulo Bertran. Os objetivos definidos no projeto eram: gerar rotas turísticas em torno da antiga estrada e, em conseqüência, proporcionar o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades dessas regiões.

No entanto, a equipe decidiu ir muito além da elaboração de rotas turísticas. A intenção é implementar um programa de dinamização da região, catalisador de auto-estima e desenvolvimento econômico-social, baseado na história e na cultura regionais, com um Roteiro Turístico Integrado, afinado com o Projeto Roteiros do Brasil do Ministério do Turismo, segundo Bismarque Villa Real, coordenador do Estrada Colonial no Planalto Central. A abrangência também foi ampliada de 300 km para 750 km – extensão que liga os marcos definidores do Planalto Central.

História preservada
Para se ter uma idéia do potencial turístico da região, basta lembrar que muitos trechos da antiga Estrada Colonial guardam sítios arqueológicos de 6 mil anos, referenciais históricos como muros de pedra divisores de sesmarias, mourões de aroeira de 200 anos, caminhos que mantêm suas características originais; edificações urbanas e rurais que revelam a arquitetura dos séculos 18 e 19, comunidades tradicionais.
Em 1994, estudos sobre o Planalto Central feitos pelo historiador Paulo Bertran resultaram na publicação do livro “História da Terra e do Homem no Planalto Central”, que já demonstrava a vocação da região para o turismo como forma de promover o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

Alguns fotografos que prestigiaram o lançamento do livro
Da esquerda para a direita - Ademir Rodrigues, Hélio Rocha, Ivaldo Cavalcante, Jorge Diehl, Roberto Castelo, Dênio Simões, Cristiano Sérgio e Marco Aurélio (à frente).



Daniele Sousa
TÁTIKA Comunicação e Produção
(61) 3349-3100/ 3274-2190

domingo, 17 de dezembro de 2006

CCBB apresenta Humor à Francesa

CCBB apresenta Humor à Francesa
Em mais uma parceria com a Embaixada da França, CCBB diverte o público com o Humor à Francesa
O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta, a partir da próxima terça-feira, 19, a mostra de cinema Humor à Francesa. A mostra, uma parceria com a Embaixada da França, reúne as principais produções de comédia do cinema francês das últimas décadas. São películas consideradas cult, exibidas numa coletânea de diversas abordagens do humor enraizado nos costumes e na tipologia de personagens, refinados ou nem tanto, mas sempre hilários.



A mostra permite ainda observar a evolução do cinema cômico francês: a velha guarda – os De Funès, Bourvil, Fernandel – que veio do music-hall, e a geração seguinte, que veio do café-teatro, especialmente da trupe do Splendid (Os Bronzeados, Papai Noel é um Picareta).


Desde os anos 90, a televisão se tornou laboratório do humor à francesa: Alain Chabat (ator no filme Uma Cama para Três e diretor de Asterix e Obelix: Missão Cleópatra) ou Jamel Debbouze (ator em Asterix e Obelix: Missão Cleópatra) são os exemplos mais famosos do momento.
Confira a programação: Centro Cultural Banco do Brasil
Local: SCES trecho 02, lote 22
Quando: 07 a 19 de novembro.
Ingressos: R$ 4, inteira. R$ 2, meia.
Informações: (61) 3310-7087
Site oficial:
www.bb.com.br/cultura

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Lançamento do CD Rosa



Foi um verdadeiro show de bolso, o happy hour de lançamento do CD “Rosa” da cantora Rosa Passos, promovido pela Discoteca 2001 do Gilberto Salomão.

Com sua simpatia e voz doce, Rosa Passos atendeu e encantou a todos com um largo sorriso, cantou três musicas e depois ficou por ali como se não fosse uma diva autografando seu ultimo CD. Neste dia 07 de dezembro de 2006, 10% da venda deste CD será revertidos em favor da APAE.

Parabéns! Rosa seu CD está muito bom.
Parabéns! Discoteca 2001 pela iniciativa.

Fotos: Marco Aurélio

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Imperdível



Imperdível é pouco. A Caixa Cultural apresenta três lindas exposições que ocupam os espaços da galeria. O fotógrafo Alexandre Magno com a exposição “Movimentos”, a fotógrafa Regina Santos com “Tempo lateral” e a Editora Abril com o acervo em revista, que reúne obras de vários artistas que utilizam de técnicas diversas e que ilustram as páginas das melhores revistas.


MOVIMENTO

Do estúdio de Alexandre, localizado nos porões do Teatro Dulcina, parte a iniciativa de transformar em imagens o que vem de melhor sendo cultivado num lugar estigmatizado apenas por sujeira e podridão humanas. As fotos mostram o movimento de música eletrônica e Hip Hop que acontece nas galerias do SOS em festas bem produzidas e de excelente repercusão. O objetivo das fotos é divulgar o processo de revitalização do CONIC apresentando o que é feito com este espaço. Pretende-se mostrar, ainda, a face cultural e produtiva desse lugar que apresenta como característica ser o ponto mais eclético de Brasília, do Brasil e talvez do mundo. De tudo pode-se encontrar ali. Teatro, galeria de arte, estúdio fotográfico, estúdio de som, restaurantes, lojas dos mais diversos produtos, cafés, manifestações de música e teatro espontâneos, cinema, lanchonetes, skatistas, faculdade, política, quadrinhos, ourives, boates, bares, livrarias, discotecas, sex shop, advogados, religião e sexo são apenas exemplos da multidiversidade de um
lugar onde o profano e o sagrado coexistem em harmonia e respeito.
A recuperação quase surda-muda desse espaço tem uma importância inegável para a cidade, pois trata-se do espaço mais tradicional de Brasília, dividindo esta condição apenas com o bar Beirute. Mostrar ao público que o SOS tem mais a oferecer do que a má fama propõe, é dar a oportunidade de se descobrir vida e cultura após o preconceito.


Tempo Lateral

É uma exposição que reúne um conjunto de fotografias e oferece ao público de Brasília, pela primeira vez, uma mostra selecionada do excelente trabalho de Regina Santos. O conjunto da obra produzida pela artista nos últimos 10 anos sugere um sem número de possibilidades curatoriais. Quando Tempo Lateral foi proposta, nosso objetivo não foi demonstrar a habilidade técnica da artista ou a variedade de recursos visuais que compõem suas imagens ou até mesmo a amplitude de seus temas e projetos. Selecionamos para essa exposição singelo recorte de vasto universo de obras que pudesse passar para o público um pouco da sensação de cumplicidade que a artista estabelece com seus modelos. São retratos que nos surpreendem pela força dos olhares, no caso das crianças e idosos, que numa simples composição transmitem a noção de tempo e lateralidade. Buscamos desvelar o olhar da própria artista nesses rostos. Suas habilidades técnicas transparecem naturalmente em cada imagem. Maria Luiza Fragoso Curadora

Talento Ilustrado

Monte um grupo com alguns dos maiores designers do país para que discutam os caminhos de sua profissão. O resultado será muito, muito maior que a soma dos talentos. Foi o que fez o Grupo Abril ao criar o Clube de Arte, uma comunidade de autotreinamento formada por diretores e editores de arte, coordenada pelo Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e nascida na Secretaria Editorial.
Numa das reuniões do grupo, surgiu a idéia de montar uma exposição interna sobre a excelência do trabalho de ilustração que permeou a história da Abril.
O conceito nasceu no final de 2002, época em que Alceu Nunes, então diretor de arte de Superinteressante, presidia o Clube. Cacau Tyla, diretora de arte de Recreio, assumiu a presidência no ano seguinte e transformou a idéia em realidade. Bruno D'Angelo, diretor de arte de Quatro Rodas, o atual presidente, foi um dos curadores.
Ilustrando em Revista deveria ser um evento específico, com pouco mais de meia centena de trabalhos. O envolvimento de todos os designers da Abril - do decano Carlos Grassetti, diretor de arte corporativo, com seus 46 anos de experiência e brilho, até o mais jovem colaborador
transformou uma exposição modesta e restrita neste grande evento, que já foi visto por milhares de pessoas em várias cidades brasileiras, desde a primeira exibição, em 2004, na Fundação Armando Álvares Penteado, a F AAP, em São Paulo, uma parceira em intensa sintonia com o espírito do Clube de Arte da Abril.
Esta maravilhosa faceta da produção das revistas, sua multiplicidade de temas, estilos e estéticas, reúne algumas das melhores ilustrações gráficas brasileiras dos últimos 4° anos. Aproveite.
Sidnei Basile

DIRETOR SECRETÁRIO EDITORIAL E DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS

Caixa Cutural

Visitação:22 de novembro a 24 de dezembro de 2006

Terça- feira a domingo das 9 às 21 horas

SBS Q. 4 lote 3/4 Brasília /DF

www.caixa.gov.br